Vigilantes da Autoestima

Atitudes que transformam sua vida


18/12/2009


Dia 181 - Abrace suas emoções

Uma das coisas legais desse blog é as pessoas se reconhecerem umas nas outras. E se "darem" colo quando for preciso. Lendo os comentários percebi que essa coisa toda de natal, de fim de ano não está mexendo só comigo de uma forma intensa, está mexendo com muita gente. Então, tenho algo a dizer sobre isso.

Da mesma forma que a TPM age potencializando o que já temos dentro de nós, acredito que o natal faça a mesma coisa. Quem está legal fica super legal, quem não está tão legal fica menos ainda. E cada um tem seu motivo e acho bacana honrá-lo e respeitá-lo. Para falar a verdade, me lembro de apenas um natal bem alegre na minha infância (não consigo lembrar dos outros). Quando eu tinha uns 9 anos eu e meus irmãos eramos loucos por uma fazendona que o meu pai tinha. Era perto do Rio de janeiro, mas a gente morava em São Paulo. Essa felicidade durou apenas 1 ano porque meu pai quebrou pela segunda vez e teve que vendê-la. Minha mãe foi buscar uns objetos lá antes de entregá-la. Eu pedi insistentemente apenas 1 coisa: meu chapéu de cowbói pretinho. Eu adorava esse chapéu, assim como adorava montar na mula Azeitona hehe.

Mas, puxa, minha mãe devia estar tão doida com tantas problemas que acabou esquecendo. Mas, para uma criança, o fato da realidade estar se ruindo ao seu redor não importava tanto, mas o chapéu sim. E fiquei bem triste.

Bom, nesse mesmo ano, no Natal, minha mãe me deu um chapéu igualzinho, azul, mas igualzinho. Sim, ele teve essa delicadeza em meio ao caos. Foi uma grande alegria. Depois cresci, comecei a namorar e comemorava o natal em mais de uma casa. Era uma bagunça. Mas sempre lembro que essa data me deixa mega sensível, um mix de encanto pela beleza das decorações com uma grande tristeza pelo sofrimento das pessoas menos previlegiadas que eu. Esse sofrimento se acentua muito nessa época do ano, momento de compras, então não tem como não captar essa vibração.

Mas onde quero chegar? Quero dizer que ninguém aqui precisa ficar com vergonha se estiver sentindo estranheza, tristeza e até carência nesse fim de ano. Isso tudo também faz parte de você, assim como as folhas secas fazem parte da árvore que trará frutos na primavera. Como disse Clarice Lispector: “Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.”

Abaixo transcrevo as palavras da Nina Lemos, do blog 02 Neurônio:

"Melancolia tradiconal de dezembro


Eu sei que eu já devia ter me acostumado. Eu sei. Na verdade, eu tenho certeza. Mas não consigo. E de novo chegou dezembro com uma angústia horrível junto. Já estou aqui, vagando meio perdida entre sacolas e listas de tarefas que eu não fiz. O nó no peito, mais tradicional que o Peru Natalino, está de volta. Todos os anos. Todos os anos.

Me arrumo para a festa de firma e acho que o modelo está errado. Arrumo uma mala de verão maior que a de inverno que foi pra Berlin. Resolvo levar 5 biquinis diferentes e duas leggins de borracha (alguém vai usar legging de borracha no Rio 40 graus?). Todos os anos a mesma angústia. Todos os anos.

Fazemos compras nos Jardins disfarçados e rimos aos tropeções. Na hora de dar tchau eu choro em uma esquina. Todos os anos. Todos os anos. Todos os anos em dezembro eu choro em algum lugar esquisito, tipo shopping, banheiro de festa de firma. Todos os anos. Concluímos que eu levei um pouco de sentimento para os Jardins com as minhas lágrimas. E eu choro no táxi depois que dou tchau para o amigo que sai andando pela rua (acompanho ele andar com o olhar). Todos os anos. Todos os anos. Todos os anos de dezembro eu choro dentro de táxi.

Depois vai ter um aeroporto lotado. Eu ouvindo Wander de novo no aeroporto cheio. “Seu pai deixou muito dinheiro, não contava com os pistoleiros”. As ruas cheias. O tráfego aéreo intenso, o especial de fim de ano do Rei. E a minha tradicional melancolia, tão banal. Todos os anos. Todos os anos.

Será que eu nunca vou mudar?"

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima

 

Pedido especial: Quem puder ajudar a Silvana Mitne seria muito legal. Ela catou vários filhotes judiados do lixão e qualquer $ pode ajudar.

 Banco Itaú
Agência: 0285
Conta Corrente: 70830-1
Silvana Pereira de Camargo Mitne

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Palha = autoestima baixa  Madeira = média  Tijolo = ótima

Hoje: casinha de madeira

O que fiz de bom por mim: ajudei uma amiga que estava precisando

O "lobo mau" interno que me detonou: ah, tô estranha, pô!

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giselarao@uol.com.br

Escrito por Gisela Rao às 00h19
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17/12/2009


Dia 180 - Um dia de cada vez

Ouvi essa frase de uma Vigilante, a Íria talvez, e fiquei com ela na cabeça. Hoje é o dia de usá-la. Como também é o dia de usar a frase de uma outra Vigilante: "Quero a vida em conta-gotas". E também o quase poema de Monja Coen: "Um momento após o outro é tudo que ela tem".

É o dia de dizer que acordei tranquila, que minha irmã está se recuperando, que pedi desculpas ao amigo que ofendi na terça, que estou feliz no emprego, achando amar (mesmo sem ninguém) legal.

Um dia de cada vez é o que quero viver em 2010. Menos correria, ansiedade, doideira. A natureza é louca como nós. O mar está manso, de repente vira tsunami. A terra está morna e calma e de repente vira um terremoto. Mas é um dia de cada vez. E todo mundo depois se adapta, cura suas feridas, arruma outro emprego, sai da pindaíba, arruma outro amor...

Um dia de cada vez cura qualquer machucado. Ri disso quando meu pai me disse essa frase quando levei meu primeiro pé no traseiro. Falou que o tempo era o melhor remédio. E é...

Seja lá o que você esteja sentindo nesse momento, não entre em pânico: viva um dia de cada vez...

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima

PS: Vou passar dia 24 com alguns irmãos e com todos dia 25. Pronto! Acabou o draminha ;)

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Palha = autoestima baixa  Madeira = média  Tijolo = ótima

Hoje: casinha de tijolo

 

O que fiz de bom por mim: atenta ao agora

O "lobo mau" interno que me detonou: nenhum

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giselarao@uol.com.br

Escrito por Gisela Rao às 11h22
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Gisela Rao
Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Cansada de ver tanta gente se desvalorizando por aí (inclusive ela mesma!), resolveu criar o programa de motivação Vigilantes da AutoEstima, junto com a psicóloga Neiva Bohnenberger. Se anda difícil para você olhar no espelho e dizer "Eu me amo", acompanhe - e participe - dos relatos dessa divertida escritora, totalmente gente-como-a-gente, que se lançou um desafio: vigiar sua autoestima por 365 dias.




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Tchau, Nestor        Socorro, Leitora!



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