Vigilantes da Autoestima

Atitudes que transformam sua vida


31/07/2010


Dia 333 - Manifesto pelo direito ao surto de vez em quando

A bruxa devia estar solta esta semana. Em apenas alguns dias vi quatro grandes mulheres surtarem. A primeira, por ter tido um pesadelo onde ela perdia o homem amado para outra mulher e para o vício do passado. A segunda, por ciúmes. A terceira, anciã, pelo nervosismo de ver seu marido, de quase oitenta anos, ir para a mesa de operação. A quarta, por receber de um dia para o outro (literalmente) o aviso de fim de seu casamento.

frases para levantar a auto estima

Vou resumir os quatro casos em apenas uma palavra: abandono! Muitos homens não compreendem o peso deste sentimento na vida de uma mulher. E, curiosamente, estas quatro grandes mulheres foram, de um jeito ou de outro, abandonadas muito cedo por seus pais.

Vou entrar mais fundo na questão. Uma vez fiz um workshop com uma psicóloga americana ph.D (Sukie Miller). Era sobre relacionamentos. Ela disse que homens e mulheres tinham temores diferentes. O grande medo dos homens era a perda da liberdade (não generalizando). O das mulheres, era o abandono. E quando nos sentimos abandonadas interferimos na liberdade do outro.

Ao pesquisar sobre a palavra - abandono - no Deus Google - cheguei em desamparo e daí cheguei em não proteção. Mulheres abandonadas pelo pai muito cedo não sabem mesmo o que é ter sido protegida pela figura masculina. E, portanto, por mais mentalmente fortes que sejam podem, de uma hora para a outra, ter um surto se em determinado momento da vida este código de - abandono - for acessado. E estou falando de mulheres que fizeram anos de terapia.

Isto talvez signifique que uma ferida como esta de infância ou de juventude pode jamais cicatrizar.

Quando uma mulher surta geralmente é vista como frágil e desequlibrada. Homem, então, coitado... E minha pergunta é: por que a fragilidade do outro nos causa tanta ojeriza? Minha opinião: porque somos estúpidos o suficiente para fingirmos que "eu sou forte, você não é". E o surtado nos remete a nossa própria fragilidade, a mesma que evitamos como a cruz que foge do diabo. Maldito seja, portanto, este puto que surta diante dos nossos olhos.

O post de hoje é um manifesto ao direito ao surto para a humanidade inteira. Seja para as mulheres. Seja para os homens. Seja para a própria natureza. Viva este surto que nos revela humanos fortes e frágeis. Alternadamente...

 

 

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima!

 

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Palha = autoestima baixa  Madeira = média  Tijolo = ótima

Hoje: casinha de palha em homenagem à nossa fragilidade 

O que fiz de bom por mim: me dou ao direito de surtar

O "lobo mau" interno que me detonou: o surto (ahahaaahaha)

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Escrito por Gisela Rao às 02h46
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30/07/2010


Dia 332 - Falta de dinheiro se resolve com criatividade

Essa frase não é minha, não, mas acho muito sábia. Vou dar um exemplo: K.J. chegou de Curitiba há 5 meses. Ele veio para trabalhar numa empresa em São Paulo. Morou um pouco na casa da tia, depois na irmã e agora está rachando um apartamento com mais dois caras.

Bom, K.J. precisa de um colchão obviamente. Por enquanto, está dormindo - ui! ai! - na minha esteira de yoga. Como comprar um colchão se ainda não está sobrando grana? Resposta: criando algo legal!

Para quem não sabe, todo dia 29 de cada mês é celebrado o "Nhoque da Fortuna". As pessoas pedem esta opção do cardápio nos restaurantes e colocam um dimdim embaixo do prato para trazer prosperidade. Pois bem, criamos o "Nhoque da Fortuna (para o K.J.)". Fizemos um convite divertido chamando os amigos para conhecê-lo e para comer um delicioso nhoque na casa da irmã dele. Quem doou o molho e a massa foi o Ristorante Spadaccino, de uma querida amiga. O preço do evento era R$ 30,00 (com coca-cola).

auto estima

Várias pessoas toparam a empreitada e agora ele pode comprar (se quiser!) pelo menos um colchão de solteiro. De casal tem aqui em casa, claro.

Se você estiver dura(o) neste momento, ao invés de choramingar põe a cachola pra funcionar :)

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima!

 

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Escrito por Gisela Rao às 05h28
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28/07/2010


Dia 331 - Pare de encanar com a sua barriga

Definitivamente nós mulheres somos muito estranhas mesmo com nós mesmas. Hoje vai rolar uma noite romântica especial com K.J., portanto eu diminuí os carboidratos ontem e torci muito para que a minha barriga acordasse menor hoje, mas não acordou, não. O mais interessante é que o desprezo que tenho por ela é enorme ao ponto de praguejá-la e escondê-la com roupas ou pedaço de lençol. O mesmo não acontece com a barriga de K.J., que é o dobro da minha :) Eu brinco com ela, faço carinho, chamo de linda, dou beijos. Que loucura, né?

auto estima

Mas lendo o texto da pesquisadora Denise Gallo, na revista Trip, a gente entende: "A centralidade da aparência na existência feminina jamais foi desestabilizada pela busca de outras realizações. O historiador e crítico de arte John Berger escreveu que a mulher está sempre acompanhada pela imagem que tem de si, dividindo-se internamente em vigilante e vigiada, para tomar conta de como aparece no mundo. Meninas pequenas são empetecadas e – “que gracinha!” – aprendem que o caminho para agradar o auditório passa pelo invólucro que as embala. Invólucro que será para sempre modificado, seguindo os padrões das editorias de beleza".

Portanto, hoje eu resolvi que vou tratar minha barriga com mais amor e carinho e que vou dar um nome para ela, no lugar do apelido "carinhoso" de Boneco Michelin. Ela vai se chamar Bárbara! Aliás, essa história de dar nome para as coisas me parece interessante. Por exemplo, dei o nome de George Clooney para o meu dinheiro, assim penso duas vezes antes de dá-lo para alguém ou de torrá-lo. Ahahahaha.

 

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima!

 

>>Infozinha:  O VAE abomina Síndrome de Vítima e listas de infelicidades. Pegando carona no comentário da Alexandra, se você me manda um email nessas condições eu não vou nutrir a sua "coitadinha(o)". Vou tentar mostrar que o foco do VAE não é o problema e sim fortalecer, juntos, nossa estrutura interna para que a gente possa enfrentar os ventos e vendavais da vida e de nós mesmos.

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O que fiz de bom por mim: que linda barriguinha :)

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Escrito por Gisela Rao às 17h30
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Dia 330 - Stop minhocation - com rebolation

auto estima

Se você olhou para esta foto e disse:  - "Nossa! Que barangas gorduchas e branquinhas" - você se enganou. Entre no link abaixo do youtube e veja o show de autoestima que essas "barangas" (termo desgraçado criado por machistas!) dão ao dançar.

http://www.youtube.com/watch?v=z8qhlvXnxyo&feature=related

Aliás, eu tenho dado muito esta dica para quem me manda aquelas novelas mexicanas dramalhônicas (eu leio todas, mas não vou ser cúmplice de "coitadismo"): vá dançar! Parece malcriação, mas não é. Wilhelm Reich, psicanalista alemão, afirmava que era possível identificar bloqueios e traumas emocionais através da análise da postura do corpo. Segundo essa teoria, traumas e bloqueios tiram o corpo do seu eixo natural provocando grandes desvios devido ao retesamento muscular, dessa forma, distúrbios mentais e emocionais poderiam ser facilmente eliminados trabalhando-se o corpo através da expressão corporal, exercícios de respiração e dança.

É por isso que no próximo encontro da VAE eu convidei a Vigilante Marisa para dar aula de dança cigana para nós (mulheres e homens!). Não é de hoje que eu resumo a baixa autoestima com apenas uma palavra: estagnação! Estagnação da mente em uma crença auto depreciativa medonha e/ou estagnação do corpo que se sabota e chama de preguiça (per te Cecília!).

Então, você tem dois caminhos: ou vem falar e dançar com a gente em agosto. Ou fica envelhecendo precocemente, detonando sua vida e cada vez mais amarga(o) e chatonilda(o). Quem não mora em São Paulo, pode fazer seu próprio grupo de encontro na sua cidade ou na sua casa com suas amigas ou sozinha, uai. E lembre-se da música: "She's a maniac, maniac on the floor. And she's dancing like she never danced before" (Ela é uma maníaca na pista. E dança como se nunca tivesse dançado antes). Que delícia....

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima!

 

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Escrito por Gisela Rao às 01h11
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27/07/2010


Dia 329 - Não transforme o seu amor numa "Love Parade"

Não dá para ler uma notícia dessas e não fazer uma metáfora. A "Love Parade" deste ano foi programada para ser em Duisburg, na Alemanha. Infelizmente, virou uma tragédia com a morte de 20 pessoas e um saldo de mais de 500 feridos. Estão investigando a causa do acontecimento, mas já se tem uma pista: havia cerca de 1 milhão num lugar planejado para 250 mil. Ou seja: as pessoas morreram sufocadas na "Love Parade" quando começou o empurra-empurra. A foto abaixo é de um santuário feito no local.

auto estima

Não é só na "Love Parade" que morremos sufocados. Infelizmente, fazemos isso o tempo todo nos nossos próprios relacionamentos. Queremos controlar o parceiro porque o desejamos só para nós. A gente o "ama" tanto que não podemos correr o risco de perdê-lo. Amamos seu cheiro, sua beleza, seu jeito de falar, a inteligência, a forma como nos dá prazer e, principalmente, o que tem nele e o que não tem em nós. Se pudéssemos o colocaríamos numa caixinha transparente na estante da nossa sala, junto com algum troféu enferrujado e as medalhas de um tempo distante qualquer. Sim - eu tenho ele(a) - você não tem!

E é aí que começamos a matá-lo. E o que era para ser algo pacífico e alegre, como a "Love Parade", vira um inferno. É aí, nesse apêgo diabólico, que a alma da pessoa vai definhando sufocada, junto com o relacionamento.

"Ah, mas eu sou assim, e agora, como faço???". Primeiro você precisa descobrir aonde está a sua liberdade perdida que a(o) faz detonar a do outro. Segundo, você tem que curti-la o máximo que puder. Terceiro, você tem que lembrar que o outro apenas está se "doando" para você, mas não se dando. Ele está na sua vida porque isso vai transformar a ambos. Depois, quando for o momento certo, ele não estará mais. Se você aceitar isso, a vida continua e a sua dor vai embora logo. Se não aceitar, vai sofrer que é uma desgraça.

Vou dar um exemplo: K.J. é especializado num negócio de internet que está bombando. Apareceu uma vaga para um profissional como ele em um agência de publicidade muito famosa e que paga bem. Quem me contou da vaga foi a irmã dele, também publicitária. Ela disse: "se você indicá-lo ele não vai ter mais vida própria. É isso que você quer?". Eu pensei: não quero isso... Mas fique matutando. Uma das grandes estrelas guias da minha vida é a Marília Gabriela (que foi casada com meu tio-pai por 10 anos). Quando ela namorava o Gianechinni, que era modelo internacional, ela o apresentou na Globo e deu uma super força e incentivo na sua nova carreira de ator. Ela sabia que depois disso eles perderiam a privacidade e que haveria gente atacando o moço na rua (como ela presenciou várias vezes). Minha tia foi um mulherão seguro de si.

No dia seguinte, eu indiquei K.J. para o cargo e torço muito para que dê certo. E isso me deu uma sensação de amor e liberdade muito grande. A mesma que tive quando mudei para o primeiro andar de um prédio em Pinheiros e cortei a rede de proteção da janela para minha gata poder passear no jardim. Eu poderia tê-la perdido. Mas sua felicidade e liberdade estavam acima de tudo. E estamos juntas há 8 anos (tempo aliás que durou o casamento da Gabi com o Giane). E ela sempre voltou...

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima!

 

>>Infozinha:  Você pode salvar a vida de uma pessoa doando medula óssea. Este procedimento hoje em dia é super simples.

São Paulo: http://migre.me/10cZm

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Escrito por Gisela Rao às 01h46
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25/07/2010


Dia 328 - Cada um sabe a dor que tem. Respeite!

Um dos motivos por ter parado de dar conselhos amorosos é bem simples: cada um é cada um. Portanto, quando alguém me escreve pedindo para analisar a atitude de uma outra pessoa eu apenas respondo: são 100 bilhões de neurônios, como quer que eu tenha esta pretensão?

Estou dizendo isto porque às vezes escrevo algo que aconteceu comigo e as pessoas respondem numa simplicidade incrível frases como: "Deixa de  ser boba", "Isso não foi nada", "Foi só uma brincadeira...". Na real, as coisas não são assim tão simples. Todo mundo tem seus machucados de infância ou um jeito de reagir às coisas diferente dos outros. E não dá para julgar, nem banalizar. Dou dois exemplos:

1- Uma vez eu estava no shopping e um senhor caiu na escada rolante. Havia uma moça bem mais perto que eu e ela não fez NADA. Eu gritei, "por que você não ajuda"???? Ela respondeu: "Porque eu fico paralisada diante do medo e você deve respeitar isso". Eu, ao contrário, em 5 segundos já tinha ajudado o senhor, arrumado uma cadeira e um copo d'água. Sim, são pessoas completamente diferentes com respostas idem.

2- Nesta foto maravilhosa, Obama, o homem mais poderoso do mundo, está chorando pela morte de uma grande feminista. Muita gente aqui talvez ache uma besteira, mas não é tolice para ele pelo visto. E dificilmente a mulher dele vai virar e dizer: "Para com esse choro, que bobagem, seu banana...". Pois é...

Agora, o fato da gente se magoar com uma coisa não quer dizer que a gente deva nutrir essa mágoa. Só o que precisamos é olhar para isso e tentar entender de onde veio essa "reação" inesperada. E, assim, continuar para o alto e avante porque somos Vigilantes da AutoEstima! E é por isso que K.J. e eu conversamos sobre o que aconteceu sábado e pudemos compreender um ao outro. Porque nessa hora, ouvir de alguém um - que bobagem! - não só não melhora em nada, como banaliza a riqueza dos nossos sentimentos. Fora que esta pessoa certamente não terá o respeito dos outros quando chorar por suas próprias "baboseiras".

Cada um sabe a dor que tem: respeite!

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima!


E, com vocês, nosso mosaico de Vigilantes e suas verdades:



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Escrito por Gisela Rao às 22h42
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Dia 327 - Cuidado com a "Caixa de Pandora" no amor

Muito interessante a polêmica sobre as duas formas de nãos interpretadas no post anterior: 1- Como é ruim não saber falar não para os outros. 2- Como é péssimo falar não demais para o novo e limitar a sua vida. Ambos são muito importantes, mas eu gostaria de falar sobre uma terceira e cruel forma de dizer não: o que nos exclui (ou o que pensamos que nos exclui).

Mentiu quem disse que o amor protege. O amor não protege a si mesmo das armadilhas da paixão. Um diálogo estúpido entre K.J. e eu foi o suficiente para se abrir a "Caixa de Pandora" e sentirmos o gosto ácido do orgulho ferido. Pandora é a personagem da mitologia grega que, por curiosidade, abre a caixa que continha todos os males do mundo e assim a humanidade começa a padecer.

Ontem K.J. me abraçou e disse: "Você é minha mulher bonita, gostosa, inteligente, amiga... só faltava ser rica". Eu respondi: "Se eu fosse rica estaria com um namorado argentino jogador de polo equestre". Ambos se calaram e ambos sentimos o ego machucado porque na nossa cabeça foi dito (por brincadeira ou fantasia secreta): você não é boa/bom o suficiente para mim. E quem de nós - aqui - Vigilantes já não ouviu isso de alguma forma principalmente de um de nossos pais? Ou quem de nós não tem uma frustração de, por exemplo, não ter guardado $?

A droga de se ter um mal entendido desgramado desses no fim de noite é que ambos vão dormir tristes e sem resolver a coisa. Quer dizer: nós mulheres não conseguimos dormir direito e eles dormem (e roncam!).

Talvez neste momento tenha aparecido o primeiro minhocation da relação: "um dia ele vai me trocar por uma perua". "Um dia ela vai me trocar por um cara cheirando a cavalo..."

Quando a "Caixa de Pandora" se abre num namoro a me#%@ começa a se espalhar e a chance de descer ladeira abaixo é muito grande. É aí que começamos a tirar o poder de nós e dar para coisas que certamente irão prejudicar o nosso relacionamento, porque os males da paixão podem estar começando a ganhar força: ciúme, inveja, baixa autoestima, mágoa, desentendimento, medo da perda etc etc. E começamos até a questionar se o amor existe mesmo já que nunca o conhecemos bem, principalmente na infância. E que talvez o que as pessoas chamem de "love" seja apenas um forte e, ao mesmo tempo, frágil entusiasmo (ou não! Who knows?).

O que um Vigilante deve fazer nesta hora? Voltar para a sua essência, para a fonte maior, lembrando que nossa vinda à Terra é sagrada e que portanto - e definitivamente - a nossa felicidade não está contida em uma pessoa.

auto estima

No meu caso, tento parar o minhocation lembrando que minha missão nesta vida não é ficar rica para agradar K.J. (mesmo que ele estivesse brincando sobre isto e depois tudo se esclareceu e ele entendeu que não precisava ter dito aquilo) e sim transformar as pessoas, incluindo eu mesma. Meu trabalho no VAE é minha enorme riqueza, a origem da minha realização e alegria (não quer dizer que eu não seja feliz com K.J. - ao contrário!). Cada vez que recebo um email de alguém que está melhor e mais forte graças ao blog eu choro. Choro uma emoção que não consigo conter dentro de mim. É grande demais.

Se isso não for o suficiente, e geralmente é, eu me volto aos mantras de cura tibetanos que me ajudam a esquecer de mim mesma e do meu ego que se fere à toa, o tolo.

Ontem me deu um insight de que, como o notebook que K.J. me deu (comprou um novo!), nós pensamos pequeno, achando que quem nos nutre a alma é uma bateria que dura apenas duas horas. Nós esquecemos que podemos nos ligar a uma fonte inesgotável de verdadeira felicidade e no momento que quisermos, basta se reconectar ao Todo,  à sua missão. E, se você não encontrou a sua, peça ao Mistério que te ajude nesta fantástica jornada.

 

 

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Escrito por Gisela Rao às 02h44
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Gisela Rao
Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Cansada de ver tanta gente se desvalorizando por aí (inclusive ela mesma!), resolveu criar o programa de motivação Vigilantes da AutoEstima, junto com a psicóloga Neiva Bohnenberger. Se anda difícil para você olhar no espelho e dizer "Eu me amo", acompanhe - e participe - dos relatos dessa divertida escritora, totalmente gente-como-a-gente, que se lançou um desafio:
vigiar sua autoestima por 365 dias. Conseguiu! E a saga continua...
Para o alto e avante!





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Tchau, Nestor        Socorro, Leitora!





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