Vigilantes da Autoestima

Atitudes que transformam sua vida


30/11/2009


Dia 167 - Amoleça seus conceitos

Sábado foi um dia intenso. Começou com o workshop do VAE (que falarei com calma amanhã) e terminou com a festa de casamento de 10 anos de uma amiga queridíssima. Marido idem.

Fui ao evento com minha nova amiga Cecília (também Vigilante), professora de italiano, que me ensinou a seguinte frase: Io faccio colpo! (em minhas palavras: Cheguei abafando!/Cheguei pra chocar!/Cheguei chegando!). Frase essa absolutamente adotada aqui agora pelo VAE :)

Muita coisa me impressionou na festa: a imensa casa, o buffet de quitutes deliciosos, as sobremesas criativas como o ravióli de chocolate com calda de banana, champanhe à rodo, mas o que me fez perder o fôlego, catar uma caneta e escrever atrás do talão de cheque foram três imãs (na estante) que reproduziam o trabalho de um chinês chamado CAI GUO QIANG.

No trabalho dele, diversos e diversos coiotes "correm" pela parede do Museu Guggenheim , em NY, e se estatelavam numa parede de vidro. Reproduzo uma parte do texto da exposição (no meu entendimento), escrito na embalagem do imã, que traduz o significado da obra: "... esse gesto falível da humanidade de seguir qualquer ideologia coletiva tão cega e esse destino da sociedade de repetir erros impensadamente". (Por favor, quem falar bem inglês me ajude: "... human fallibility of following any collective ideology too blindy and society´s fate to repeat mistakes unthinkingly").

Aproveito para colocar um texto maravilhoso que a Vigilante Sandra mandou, escrito pela repórter da Época - Eliane Brum - sobre os emails de pessoas que tentavam impor uma verdade à mãe de uma criança em coma há 12 anos: "Da mesma forma, ao contrário do que tantos pregam, é o número de dúvidas - e não o de certezas - que dão a dimensão da sabedoria de alguém. Todo o conhecimento humano foi construído a partir de pontos de interrogação, não de exclamação. Muito menos de pontos finais."

 

 Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima

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Palha = autoestima baixa  Madeira = média  Tijolo = ótima

Hoje: casinha de tijolo

O que fiz de bom por mim: workshop da Neiva faz qualquer um ficar bem :)

O "lobo mau" interno que me detonou: nenhum

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giselarao@uol.com.br

Escrito por Gisela Rao às 00h12
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27/11/2009


Dia 166 - Seja o sol de si mesma(o)

Acho que não me expliquei bem no post 164 sobre o que eu pensava, ou não mais pensava, sobre o amor. Então, vou tentar explicar novamente usando para isso o belíssimo filme "Lua Nova". Bella é desesperadamente apaixonada por Edward. Veja bem, paixão e amor são diferentes. Amor é quando você não precisa da pessoa, você apenas quer estar ao lado delae assim seguir sua jornada. Paixão é quando você não vive sem essa pessoa. Quando separa, não sobra um pedaço inteiro. Desespero total (que é o que acontece com Bella em Lua Nova).

Ok, Bella está apaixonada por Edward. A pessoa apaixonada quer ser igual ao outro, se anula, quer só viver a vida do outro. Para isso, Bella decide abrir mão de sua alma (morrer) para viver a eternidade com Edward (que já avisou que ser imortal é um pé no saco). Mas Bella não quer só ser imortal porque quer ficar ao lado de Edward, no fundo ela tem medo que ela envelheça e ele não. E que, por isso, ele a largue (aqui está, aliás, um dos grandes dilemas femininos: o abandono).

Bella é apaixonada por Edward porque ele sempre a protege ( o que me desaponta muito porque achei que um dia inventariam um romance onde a mocinha não fica sempre na dependência do mocinho para viver ou ser feliz).

Pois bem, minha vida inteira (até 4 anos atrás) namorei Edwards, ou seja: caras fortes e protetores porque não achava que tivesse meu próprio poder. Em 2005, eu era mega apaixonada por um homem da lei, mais forte e protetor que todos os outros anteriores. Por várias pisadas na bola minhas (e na época eu não tinha essa consciência pq era totalmente Síndrome de Vítima), ele acabou me traindo numa noite, no carnaval. E eu peguei. Nessa mesma noite saiu de mim uma força tão imensa, eu dei uma rodada de baiana tão fantástica que nunca mais precisei de um homem com essa característica: eu finalmente tinha encontrado o poder dentro de mim, não no outro. E aquela se revelou a pior e melhor noite da minha vida.

Depois desse homem tive mais três e por eles não tive apêgo e portanto não fui apaixonada. Foram meus companheiros, amigos, e pessoas que ajudaram (e vice-versa) na minha evolução. Portanto, já faz alguns anos que não tenho "paixões" avassaladoras. Aliás, graças a Deus, nem quero!

Quando me separei de Mr Dolito, que era um companheiro de muito bom caráter e personalidade, foi porque queria para mim um estilo de vida mais saudável e também um relacionamento onde houvesse uma maior troca, principalmente cultural. Agora, isso não quer dizer que eu não sinta falta de estar amando, porque amar é a coisa mais deliciosa da vida principalmente se você não precisar dessa pessoa, como Bella precisa de Edward, porque aí é só sofrimento.

Quando eu digo que questiono o amor é porque busco, nesse momento, algo tão delicioso quanto ele. Porque não é justo que só o amor tenha esse papel na vida da maioria das mulheres. Quero, de fato, encontrar a verdadeira plenitude em algo que eu não precise de alguém. Ou seja: estou tentando me conhecer, virar e desvirar sozinha. Quem sou eu sem esse referencial masculino por perto? Como será meu próximo relacionamento depois que eu descobrir essa resposta?

E o título desse post é uma frase que Bella fala para Jacob, o lindinho lobisomem: "Você é o sol de si mesmo!"

 

Até amanhã e seja também um Vigilante da AutoEstima

PS: Obrigada por todos os cometários mega enriquecedores do post 165 :)

WORKSHOP NESSE SÁBADO 28. QUEM AIDA NÃO TIVER O ENDEREÇO, MANDE EMAIL, PLEASE :)

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Palha = autoestima baixa  Madeira = média  Tijolo = ótima

Hoje: casinha de tijolo

O que fiz de bom por mim: tive uma noite fantástica com uma pessoa idem

O "lobo mau" interno que me detonou: nenhum

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Escrito por Gisela Rao às 03h42
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Gisela Rao
Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Cansada de ver tanta gente se desvalorizando por aí (inclusive ela mesma!), resolveu criar o programa de motivação Vigilantes da AutoEstima, junto com as psicólogas Neiva Bohnenberger e Sukie Miller. Se anda difícil para você olhar no espelho e dizer "Eu me amo", acompanhe - e participe - dos relatos dessa divertida escritora, totalmente gente-como-a-gente, que se lançou um desafio: vigiar sua autoestima por 365 dias.




Conheça meus livros:

Tchau, Nestor        Socorro, Leitora!



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